1. Unidade de análise e convenções
- Unidade: setor censitário do Censo 2022 (malha
MT_setores_CD2022), identificado pelo código de 15 dígitos. Os valores de cada setor vêm dos Agregados por Setores Censitários do IBGE e das bases espaciais listadas.
- Percentuais: P = 100 × numerador / denominador. O denominador é o universo indicado na fórmula: pessoas (V0001), domicílios particulares permanentes ocupados – DPPO (V0007) ou moradores do setor pesquisado no entorno (V05200).
- Sigilo: quando o IBGE publica
X (sigilo estatístico), a célula é tratada como zero dentro de uma soma de categorias e como “sem dado” quando é o único termo do numerador.
- Cruzamentos espaciais: as bases em polígono ou em imagem são convertidas em grade regular (10 m para a carta do SGB e o MDT; 30 m para MapBiomas e erosão; 5 a 30 m para APP, conforme o tamanho do setor). A fração do setor é f = A(setor ∩ camada) / A(setor), medida pelo número de células da grade dentro do polígono do setor.
- Moradores estimados: M = POP × f. Supõe distribuição uniforme da população dentro do setor; é uma estimativa, não uma contagem.
- Médias municipais e da RMVRC (painel lateral e quadros): médias ponderadas Σ(xᵢ·wᵢ)/Σwᵢ, com peso w = moradores (indicadores de pessoas), DPPO (indicadores de domicílio) ou área (indicadores de território); somas para contagens; densidade = ΣPOP/ΣÁREA.
- Classes do mapa: quintis (20% dos setores em cada classe) ou intervalos iguais entre o menor e o maior valor, à escolha do usuário.
2. Índice de Vulnerabilidade Socioambiental (IVSA)
Para cada setor i com 50 ou mais moradores e cada componente j:
zᵢⱼ = min(1, max(0, (xᵢⱼ − P2ⱼ) / (P98ⱼ − P2ⱼ)))
P2ⱼ e P98ⱼ são os percentis 2 e 98 do componente entre todos os setores da RMVRC com 50 ou mais moradores (limita o efeito de valores extremos). Renda e distância à USF/UBS entram em logaritmo natural (x = ln x). Quando o valor maior indica situação melhor (ex.: esgoto na rede), usa-se z′ = 1 − z; nos demais, z′ = z.
IVSAᵢ = 100 × Σⱼ wⱼ·z′ᵢⱼ / Σⱼ wⱼ (somando só os componentes com dado)
O setor recebe índice apenas se os componentes com dado somarem pelo menos 60% do peso total. O IVSA vai de 0 (menor vulnerabilidade relativa) a 100 (maior). Os pesos wⱼ são fixos; os sete componentes censitários têm peso 1 e os componentes de satélite/modelo têm peso 0 (documentados, mas fora do índice, porque não cobrem toda a RMVRC):
| Componente | Variável | Sentido | Peso padrão |
|---|
| Analfabetismo | analf | quanto maior, mais vulnerável | 1 |
| Esgoto fora da rede | esgoto | invertido (1 − z) | 1 |
| Lixo sem coleta | lixo | invertido | 1 |
| Água fora da rede | agua | invertido | 1 |
| Renda baixa | renda (em log) | invertido | 1 |
| Falta de árvores na rua | arvore | invertido | 1 |
| Falta de pavimento | pav | invertido | 1 |
| Suscetibilidade a inundação | inund | direto | 0 |
| Suscetibilidade (carta SGB) | sgb_alta | direto | 0 |
| Pouca vegetação nativa | veg_nat | invertido | 0 |
| Vulnerabilidade à erosão | erosao | direto | 0 |
| Ocupação de APP | app_pct | direto | 0 |
| Calor de superfície | lst | direto | 0 |
| Pouca vegetação (NDVI) | verde | invertido | 0 |
| Longe da USF/UBS | d_ubs (em log) | direto | 0 |
Classificação na ficha: quintis do IVSA entre todos os setores com índice (muito baixa, baixa, média, alta, muito alta). Ranking: posição do setor em ordem decrescente de IVSA.
3. Vegetação e temperatura
- NDVI (Rouse et al., 1974): NDVI = (NIR − Red) / (NIR + Red), com as bandas B8 e B4 do Sentinel-2 L2A (reflectância de superfície, estiagem): imagem de 23/08/2026 e, a leste de 55,1° O, onde ela não alcança, de 17/08/2026. NDVI do setor = média dos pixels cujo centro cai dentro do setor, excluídos os de água (classe 6 da classificação de cena, SCL), nuvem e sombra (classes 3, 8, 9 e 10) e sem dado. Pixels de 10 m quando o setor cabe inteiro num recorte de 10 m (conurbação, sedes e distritos: 1.751 setores); nos outros 189, pixels de 40 m, média 4 × 4 da mesma imagem.
- Cobertura vegetal (NDVI) = % dos pixels com NDVI ≥ 0,45 (limiar de vegetação densa na estiagem).
- Vegetação nativa (MapBiomas) = % dos pixels de 30 m do setor, excluída a água, nas classes naturais do MapBiomas coleção 9, ano 2023: 3 formação florestal, 4 formação savânica, 5 mangue, 6 floresta alagável, 11 campo alagado e área pantanosa, 12 formação campestre, 49 restinga arbórea, 50 restinga herbácea. Silvicultura (9), pastagem, lavouras e mosaico de usos não contam como vegetação nativa. Os totais municipais usam a mesma fórmula sobre todos os pixels do município.
- Temperatura de superfície (LST): produto de temperatura de superfície Landsat 9 Collection 2 Nível 2, banda ST_B10, órbita 226, imagem de 13/08/2026, 13h45 UTC (9h45 em Mato Grosso): LST(°C) = ST_B10 × 0,00341802 + 149,0 − 273,15. LST do setor = média dos pixels sem nuvem nem sombra (QA_PIXEL): de 30 m na conurbação e nas sedes e distritos, e amostra de 120 m nos demais setores. Fora da faixa dessa imagem (19 setores), LST = LST da imagem vizinha + Δ, sendo Δ a diferença média para a imagem de 13/08 na faixa comum: +4,0 °C (Landsat 8, 12/08), −0,7 °C (Landsat 8, 14/08) e +2,0 °C (Landsat 9, 04/08). É a temperatura da superfície (telhados, asfalto, solo), não a do ar.
- Anomalia térmica: ΔT = LST do setor − 39,1 °C, sendo 39,1 °C a média da LST dos setores urbanos de Cuiabá e Várzea Grande. ΔT > 0 indica ilha de calor relativa.
4. Inundação, cheias e APP
- Altura acima da drenagem (forma simplificada do HAND, Height Above Nearest Drainage; Rennó et al., 2008; Nobre et al., 2011): para cada célula do MDS Copernicus GLO-30, H = z(célula) − zd, em que zd é a menor cota na vizinhança 3 × 3 da célula de drenagem mais próxima em linha reta, e a drenagem são os rios e córregos do OpenStreetMap. O HAND original usa a drenagem alcançada pelo caminho do escoamento; aqui usa-se a mais próxima em distância. Classes: alta ≤ 2 m (córregos) ou ≤ 4 m (rios Cuiabá e Coxipó; fora da conurbação, só o Rio Cuiabá); média ≤ 5 m / 8 m; baixa ≤ 8 m / 12 m; só manchas conectadas à drenagem. Abrangência: conurbação e sedes e distritos dos outros cinco municípios.
- Cheias por cota: altitude do nível na régua de Cuiabá (ANA 66260001): Z = 139,36 m + leitura (m). Ao longo do rio: N(s) = Z + [S(s) − S(s₀)] + Δ, onde S(s) é o perfil da lâmina d’água do modelo de terreno (mínimo do terreno no leito, ajustado por regressão isotônica decrescente para jusante e suavizado), s₀ é a posição da régua e Δ o ajuste de calibração (+2 m no GLO-30; +2,5 m no ANADEM). Uma célula está alagada se z(célula) < N(s) do trecho de rio mais próximo e se estiver conectada ao rio por células também alagadas (até 12 km do rio).
- Calibração: Δ foi escolhido testando valores de 0 a 3 m e comparando a área alagada com os bairros atingidos em 1974 (Terceiro, Porto) e 1995 (Praeirinho, Cristo Rei).
- APP: faixas do Código Florestal (Lei 12.651/2012, art. 4º) da camada de demarcação do Atlas: nos cursos d’água, 30, 50, 100 ou 200 m conforme a largura do leito (100 m no Rio Cuiabá e 50 m no Coxipó), medidos a partir da margem; em lagos e lagoas naturais com 1 ha ou mais, 30 m em área urbana e 50 m (até 20 ha) ou 100 m em área rural; 50 m de raio nas nascentes presumidas. Reservatórios e acumulações com menos de 1 ha não geram faixa. Calculado nos 1.940 setores, sem a água no denominador, em grades de 5 m (setores com menos de 3 km²) a 30 m (setores maiores). A Lei 14.285/2021 permite que o município defina faixas diferentes em áreas urbanas consolidadas; confira a lei municipal.
- Carta do SGB: classes alta, média e baixa de suscetibilidade a inundação (1:25.000) rasterizadas a 10 m; fração e moradores pelas fórmulas do item 1.
5. Acesso a serviços
Distância em linha reta (Haversine, R = 6.371,0088 km) do centróide do polígono do setor até o equipamento mais próximo da categoria, arredondada a 10 m: d = 2R·asin√[sin²(Δφ/2) + cos φ₁ cos φ₂ sin²(Δλ/2)]. Não considera o sistema viário; é um indicador de proximidade, não de tempo de deslocamento.
6. Vulnerabilidade natural à erosão hídrica (Crepani et al., 2001)
Método da Ecodinâmica (Tricart, 1977) adaptado por Crepani et al. (INPE, 2001). Cada tema recebe um escore de estabilidade de 1,0 (estável, predomínio da pedogênese) a 3,0 (vulnerável, predomínio da morfogênese), e o índice de cada célula de 30 m é a média aritmética dos cinco temas:
V = (G + R + S + Vg + C) / 5
G = geologia (IBGE, Base Contínua de Geologia 1:250.000); R = relevo (IBGE, Base Contínua de Geomorfologia 1:250.000); S = solos (IBGE, Base Contínua de Pedologia 1:250.000); Vg = cobertura da terra (MapBiomas 2023); C = clima, adotado constante igual a 2,0 para a RMVRC (intensidade pluviométrica de ≈ 200–230 mm/mês na estação chuvosa, faixa média da tabela de Crepani). Se faltar um tema (água, área urbana sem solo mapeado), a média usa os temas disponíveis mais o clima, desde que existam ao menos três. Classes: estável 1,0–1,3; moderadamente estável 1,4–1,7; medianamente estável/vulnerável 1,8–2,2; moderadamente vulnerável 2,3–2,6; vulnerável 2,7–3,0. Indicadores do setor: média de V e percentual da área com V ≥ 2,25.
| Geologia (unidade litoestratigráfica) | G |
|---|
| Depósitos aluvionares, terraços, Formação Pantanal, depósitos coluviais | 3,0 |
| Formação Xaraiés (calcários tufáceos) | 2,9 |
| Coberturas detrito-lateríticas | 2,8 |
| Ponta Grossa, Palermo, Sepotuba (folhelhos e siltitos) | 2,7 |
| Diamantino (siltitos, arcóseos) | 2,6 |
| Marília, Salto das Nuvens, Aquidauana (arenitos e conglomerados) | 2,5 |
| Furnas, Botucatu, Utiariti, Rio Ivaí, Moenda, Raizama (arenitos) | 2,4 |
| Bauxi (metassedimentos) | 2,2 |
| Grupo Cuiabá (filitos, xistos, metarenitos) | 1,7 |
| Serra Geral, Tapirapuã, Vulcânicas de Mimoso (basaltos) | 1,5 |
| Intrusivas Ponta do Morro | 1,2 |
| Granito São Vicente | 1,1 |
| Solos (ordem, SiBCS) | S |
|---|
| Latossolos | 1,0 |
| Argissolos, Planossolos | 2,0 |
| Cambissolos | 2,5 |
| Neossolos, Plintossolos, Gleissolos, Vertissolos, Organossolos, afloramentos | 3,0 |
| Relevo (IBGE, geomorfologia) | R |
|---|
| Planícies, terraços e planos de acumulação | 1,0 (rampa de colúvio: 1,5) |
| Pediplanos (aplanamento) | 1,0 (desnudados: 1,2) |
| Dissecação: média entre o escore do topo (tabular 1,3; convexo 1,7; aguçado 2,2) e a média dos escores de densidade de drenagem e de aprofundamento da incisão | 1,0 a 3,0 |
| Densidade de drenagem: muito baixa 1,0; baixa 1,5; média 2,0; alta 2,5; muito alta 3,0 | — |
| Aprofundamento da incisão: muito fraco 1,0; fraco 1,5; médio 2,0; forte 2,5; muito forte 3,0 | — |
| Encosta íngreme de erosão | 3,0 |
| Cobertura da terra (MapBiomas) | Vg |
|---|
| Formação florestal, floresta alagável | 1,2 |
| Formação savânica | 1,7 |
| Silvicultura | 2,0 |
| Formação campestre, campo alagado | 2,2 |
| Área urbanizada | 2,5 |
| Mosaico de usos | 2,6 |
| Pastagem | 2,8 |
| Soja, cana, algodão, outras lavouras temporárias | 2,9 |
| Outras áreas não vegetadas, mineração, afloramento rochoso | 3,0 |
7. Bacias, sub-bacias e microbacias hidrográficas
Limites da base de Bacias Hidrográficas do IBGE (ottocodificação de Pfafstetter), recortados pelos limites municipais da RMVRC. Bacias: nível 4 (nível 3 ou 5 onde o nível 4 não cobre o território). Sub-bacias: nível 6 dentro da bacia correspondente; onde não há nível 6, usa-se o nível 5 e, na falta dele, a própria bacia (curso principal e interbacias). Cada setor recebe a bacia e a sub-bacia que ocupam a maior parte da sua área.
Microbacias urbanas (elaboração própria): 1) recorte do MDT ANADEM (30 m) sobre as áreas urbanas; 2) “queima” da hidrografia do OpenStreetMap no terreno (rebaixamento de 5 m ao longo dos cursos d’água, para que a drenagem siga os córregos mapeados); 3) preenchimento de depressões e direções de escoamento pelo algoritmo priority-flood (Barnes et al., 2014), que também resolve áreas planas; 4) área de contribuição acumulada de cada célula; 5) exutórios: ponto mais a jusante de cada córrego ou ribeirão com nome (um por trecho contínuo) e confluências de afluentes sem nome com 2 km² ou mais que deságuam em cursos maiores; 6) cada célula é atribuída ao primeiro exutório a jusante, o que gera microbacias encaixadas (a microbacia de um afluente é descontada da do córrego principal); 7) mantêm-se as microbacias com pelo menos 0,05 km² de setores urbanos (afluentes sem nome: 1 km² de área total). Rios (Cuiabá, Coxipó etc.) não formam microbacia própria. Cada setor urbano recebe a microbacia que ocupa a maior parte da sua área. Limitação: pixel de 30 m e galerias pluviais não representadas; os limites são aproximados e devem ser conferidos com levantamentos municipais.
8. Dicionário completo dos indicadores
Clique em cada indicador para ver o que ele mede, a fórmula, o passo a passo do cálculo, as variáveis usadas, a fonte oficial e como interpretar o resultado. Os códigos V… são os nomes das variáveis nos arquivos de Agregados por Setores Censitários do IBGE, o que permite refazer qualquer cálculo a partir dos dados públicos.
Índice composto
IVSAíndice · Quanto maior, pior
- O que mede
- Grau de vulnerabilidade socioambiental relativa do setor, combinando carências de saneamento, renda, escolaridade e infraestrutura urbana.
- Fórmula
IVSA = 100 × Σ(wⱼ · z′ⱼ) / Σwⱼ
- Como é calculado
- Para cada componente, calcula-se o valor do setor (ex.: % de domicílios sem esgoto na rede).
- Normaliza-se de 0 a 1 entre os percentis 2 e 98 de todos os setores da RMVRC com 50 ou mais moradores: z = (x − P2) / (P98 − P2), limitado a 0 e 1. Renda entra em logaritmo.
- Nos componentes em que valor alto é bom (esgoto, água, lixo, renda, árvores, pavimento) inverte-se: z′ = 1 − z.
- Faz-se a média ponderada dos componentes com dado e multiplica-se por 100.
- O setor só recebe índice se tiver 50+ moradores e dados para pelo menos 60% do peso total.
- Variáveis e bases
- Sete componentes com peso 1: analfabetismo, esgoto, lixo, água, renda do responsável, arborização e pavimentação (ver quadro do IVSA).
- Fonte oficial
- Elaboração própria a partir do IBGE, Censo 2022
- Como interpretar
- 0 = menor vulnerabilidade relativa na RMVRC; 100 = maior. É um índice relativo: compara setores entre si, não mede um padrão absoluto.
Demografia
Populaçãohab. · Indicador descritivo (neutro)
- O que mede
- Número de pessoas que moram no setor.
- Fórmula
POP = V0001
- Como é calculado
- Lê-se diretamente a variável V0001 do arquivo “Básico”.
- Variáveis e bases
- V0001 – total de pessoas
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Básico”
- Como interpretar
- Base para os percentuais de pessoas e para as estimativas de moradores em áreas de risco.
Densidadehab./km² · Indicador descritivo (neutro)
- O que mede
- Concentração de moradores por área.
- Fórmula
DENS = V0001 / ÁREA (hab./km²)
- Como é calculado
- Divide-se a população do setor pela área do setor informada pelo IBGE (AREA_KM2).
- Variáveis e bases
- V0001 – pessoas; AREA_KM2 – área do setor na malha oficial
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Básico e malha de setores”
- Como interpretar
- Valores altos indicam ocupação adensada; setores rurais têm densidades muito baixas.
Crianças 0–9 anos% · Indicador descritivo (neutro)
- O que mede
- Peso das crianças pequenas na população.
- Fórmula
100 × (V01031 + V01032) / V0001
- Como é calculado
- Somam-se as pessoas de 0 a 4 anos (V01031) e de 5 a 9 anos (V01032).
- Divide-se pelo total de pessoas e multiplica-se por 100.
- Variáveis e bases
- V01031, V01032 – faixas etárias; V0001 – total de pessoas
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Demografia”
- Como interpretar
- Setores com muitas crianças demandam creches, escolas e atenção básica.
Idosos 60+% · Indicador descritivo (neutro)
- O que mede
- Peso das pessoas idosas na população.
- Fórmula
100 × (V01040 + V01041) / V0001
- Como é calculado
- Somam-se as pessoas de 60 a 69 anos (V01040) e de 70 anos ou mais (V01041).
- Divide-se pelo total de pessoas e multiplica-se por 100.
- Variáveis e bases
- V01040, V01041 – faixas etárias; V0001
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Demografia”
- Como interpretar
- Idosos são mais sensíveis ao calor, a enchentes e à distância de serviços de saúde.
Pretos e pardos% · Indicador descritivo (neutro)
- O que mede
- Participação de pessoas pretas e pardas.
- Fórmula
100 × (V01318 + V01320) / V0001
- Como é calculado
- Somam-se as pessoas que se declararam pretas (V01318) e pardas (V01320).
- Divide-se pelo total de pessoas.
- Variáveis e bases
- V01318 – preta; V01320 – parda; V0001
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Cor ou raça”
- Como interpretar
- Indicador demográfico (neutro); usado para ler desigualdades em conjunto com renda e saneamento.
Indígenas% · Indicador descritivo (neutro)
- O que mede
- Participação de pessoas indígenas (quesito cor ou raça).
- Fórmula
100 × V01321 / V0001
- Como é calculado
- Divide-se o número de pessoas que se declararam indígenas pelo total.
- Variáveis e bases
- V01321 – indígena; V0001
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Cor ou raça”
- Como interpretar
- Indicador demográfico (neutro).
Moradores por domicílioíndice · Indicador descritivo (neutro)
- O que mede
- Tamanho médio das famílias nos domicílios.
- Fórmula
MOR = V0005
- Como é calculado
- Lê-se diretamente a média de moradores por domicílios particulares permanentes ocupados (DPPO, variável V0007).
- Variáveis e bases
- V0005 – média de moradores em DPPO
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Básico”
- Como interpretar
- Valores altos podem indicar adensamento domiciliar.
Saneamento
Água da rede geral% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Acesso à rede pública de abastecimento de água.
- Fórmula
100 × V00111 / V0007
- Como é calculado
- Toma-se o número de DPPO cuja principal forma de abastecimento é a rede geral (V00111).
- Divide-se pelo total de DPPO (V0007).
- Variáveis e bases
- V00111 – usa rede geral; V0007 – total de DPPO
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Características do domicílio 2”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor. Valores baixos indicam poço, nascente, carro-pipa etc.
Água encanada dentro de casa% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Presença de água canalizada dentro da moradia.
- Fórmula
100 × V00199 / V0007
- Como é calculado
- Toma-se o número de DPPO com água encanada até dentro da casa (V00199) e divide-se pelo total de DPPO.
- Variáveis e bases
- V00199; V0007
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Características do domicílio 2”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor.
Esgoto na rede% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Acesso adequado ao esgotamento sanitário.
- Fórmula
100 × (V00309 + V00310) / V0007
- Como é calculado
- Somam-se os DPPO com esgoto na rede geral ou pluvial (V00309) e com fossa séptica ligada à rede (V00310).
- Divide-se pelo total de DPPO.
- Variáveis e bases
- V00309, V00310; V0007
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Características do domicílio 2”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor. Entra no IVSA de forma invertida (esgoto fora da rede).
Esgoto precário% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Soluções precárias de esgoto.
- Fórmula
100 × (V00312 + V00313 + V00314 + V00315 + V00316) / V0007
- Como é calculado
- Somam-se os DPPO com fossa rudimentar ou buraco (V00312), vala (V00313), rio, lago ou córrego (V00314), outra forma (V00315) e sem banheiro nem sanitário (V00316).
- Divide-se pelo total de DPPO.
- Variáveis e bases
- V00312 a V00316; V0007
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Características do domicílio 2”
- Como interpretar
- Quanto maior, pior. Fossa séptica não ligada à rede não entra nem aqui nem em “esgoto na rede”.
Lixo coletado% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Coleta regular de lixo.
- Fórmula
100 × (V00397 + V00398) / V0007
- Como é calculado
- Somam-se os DPPO com lixo coletado no domicílio (V00397) e depositado em caçamba do serviço de limpeza (V00398).
- Divide-se pelo total de DPPO.
- Variáveis e bases
- V00397, V00398; V0007
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Características do domicílio 2”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor.
Sem banheiro exclusivo% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Moradias sem banheiro exclusivo.
- Fórmula
100 × V00495 / V0007
- Como é calculado
- Divide-se o número de DPPO sem banheiro de uso exclusivo com chuveiro e vaso (V00495) pelo total de DPPO.
- Variáveis e bases
- V00495; V0007
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Características do domicílio 2”
- Como interpretar
- Quanto maior, pior.
Renda e alfabetização
Renda média do responsávelR$ · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Rendimento mensal médio de quem responde pelo domicílio.
- Fórmula
RENDA = V06004 (R$)
- Como é calculado
- Lê-se diretamente a média publicada pelo IBGE para os responsáveis com rendimento.
- Variáveis e bases
- V06004 – rendimento nominal médio mensal das pessoas responsáveis com rendimento
- Fonte oficial
- IBGE – Censo 2022, Agregados por Setores, “Rendimento do responsável” (publicação de 08/05/2026)
- Como interpretar
- Valores de julho de 2022, sem correção. Médias são puxadas por rendas altas; compare com a mediana.
Renda mediana do responsávelR$ · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Rendimento mensal típico (mediano) do responsável.
- Fórmula
RENDA_MED = V06006 (R$)
- Como é calculado
- Lê-se diretamente a mediana publicada pelo IBGE.
- Variáveis e bases
- V06006 – rendimento nominal mediano mensal dos responsáveis com rendimento
- Fonte oficial
- IBGE – Censo 2022, “Rendimento do responsável”
- Como interpretar
- Metade dos responsáveis ganha menos que este valor.
Analfabetismo 15+% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Pessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever.
- Fórmula
100 × V00901 / (V00900 + V00901)
- Como é calculado
- Toma-se o número de pessoas de 15+ anos que não sabem ler e escrever (V00901).
- Divide-se pelo total de pessoas de 15+ anos (V00900 + V00901).
- Variáveis e bases
- V00900 – sabe ler e escrever; V00901 – não sabe
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Alfabetização”
- Como interpretar
- Quanto maior, pior. Componente do IVSA.
Entorno urbano
Arborização% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Presença de árvores na frente das moradias.
- Fórmula
100 × (V05231 + V05232 + V05233) / V05200
- Como é calculado
- O IBGE percorreu as faces de quadra dos setores selecionados e registrou quantas árvores havia.
- Somam-se os moradores em faces com 1 a 2 (V05231), 3 a 4 (V05232) e 5 ou mais árvores (V05233).
- Divide-se pelo total de moradores pesquisados no entorno (V05200).
- Variáveis e bases
- V05200 – moradores em DPPO do setor pesquisado; V05231–V05233
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Entorno dos domicílios (moradores)”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor. Só existe para setores incluídos pelo IBGE na pesquisa de entorno (em geral urbanos).
Arborização densa (5+ árvores)% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Arborização densa na frente das moradias.
- Fórmula
100 × V05233 / V05200
- Como é calculado
- Divide-se o número de moradores em faces com 5 ou mais árvores pelo total pesquisado.
- Variáveis e bases
- V05233; V05200
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Entorno dos domicílios”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor.
Via pavimentada% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Vias pavimentadas.
- Fórmula
100 × V05206 / V05200
- Como é calculado
- Divide-se o número de moradores em faces com via pavimentada pelo total pesquisado no entorno.
- Variáveis e bases
- V05206; V05200
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Entorno dos domicílios”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor. Componente do IVSA.
Calçada% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Existência de calçada.
- Fórmula
100 × V05221 / V05200
- Como é calculado
- Divide-se o número de moradores em faces com calçada pelo total pesquisado.
- Variáveis e bases
- V05221; V05200
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Entorno dos domicílios”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor.
Bueiro / drenagem% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Drenagem de águas pluviais (bueiro ou boca de lobo).
- Fórmula
100 × V05209 / V05200
- Como é calculado
- Divide-se o número de moradores em faces com bueiro pelo total pesquisado.
- Variáveis e bases
- V05209; V05200
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Entorno dos domicílios”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor. Ajuda a ler o risco de alagamento.
Iluminação pública% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Iluminação pública.
- Fórmula
100 × V05212 / V05200
- Como é calculado
- Divide-se o número de moradores em faces com iluminação pública pelo total pesquisado.
- Variáveis e bases
- V05212; V05200
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Entorno dos domicílios”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor.
Ponto de ônibus% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Ponto de ônibus ou van na face da quadra.
- Fórmula
100 × V05215 / V05200
- Como é calculado
- Divide-se o número de moradores em faces com ponto de ônibus pelo total pesquisado.
- Variáveis e bases
- V05215; V05200
- Fonte oficial
- IBGE – Censo Demográfico 2022, Agregados por Setores Censitários, tabela “Entorno dos domicílios”
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor. Mede presença do ponto na própria face, não a oferta de linhas.
Ambiente e risco
Área em APP% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Parte do setor dentro de Áreas de Preservação Permanente de cursos d’água.
- Fórmula
100 × A(setor ∩ APP) / A(setor sem água)
- Como é calculado
- Usam-se as faixas da camada de APP do Atlas (Lei 12.651/2012, art. 4º): nos cursos d’água, 30, 50, 100 ou 200 m conforme a largura (100 m no Rio Cuiabá e 50 m no Coxipó), medidos a partir da margem; em lagos e lagoas naturais com 1 ha ou mais, 30 m em área urbana e 50 m (até 20 ha) ou 100 m em área rural; 50 m de raio nas nascentes. Reservatórios e espelhos d’água com menos de 1 ha não geram faixa.
- Convertem-se setor, água e faixas para uma grade de 5 m (setores com menos de 3 km²), 10 m (até 40 km²), 20 m (até 400 km²) ou 30 m (maiores).
- Conta-se quantas células do setor (fora da água) estão na faixa e divide-se pelo total.
- Variáveis e bases
- Hidrografia (rios, córregos, lagoas, nascentes) e polígono do setor
- Fonte oficial
- Lei 12.651/2012; hidrografia OpenStreetMap; setores IBGE
- Como interpretar
- Quanto maior, maior a ocupação potencial de APP. A lei municipal pode definir faixas diferentes em área urbana consolidada (Lei 14.285/2021).
Moradores em APP (estimativa)hab. · Quanto maior, pior
- O que mede
- Estimativa de moradores dentro de APP.
- Fórmula
POP × app_pct / 100
- Como é calculado
- Multiplica-se a população do setor pela fração do setor em APP.
- Variáveis e bases
- V0001; app_pct
- Fonte oficial
- Elaboração própria; IBGE
- Como interpretar
- Estimativa que supõe moradores distribuídos por igual no setor.
Suscetibilidade alta a inundação% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Parte do setor em terreno baixo e próximo da drenagem (suscetibilidade alta a inundação).
- Fórmula
100 × A(setor ∩ HAND alto) / A(setor)
- Como é calculado
- Para cada ponto do terreno (modelo Copernicus GLO-30), calcula-se a altura acima do rio ou córrego mais próximo em linha reta (forma simplificada do HAND).
- Classe alta: até 2 m acima de córregos ou 4 m acima dos rios Cuiabá e Coxipó.
- Mede-se a fração do setor nessa classe.
- Variáveis e bases
- Modelo de superfície de 30 m; rios e córregos do OpenStreetMap
- Fonte oficial
- Copernicus GLO-30 (ESA); OpenStreetMap; HAND simplificado (Rennó et al., 2008)
- Como interpretar
- É uma triagem. Onde há carta oficial do SGB, ela prevalece.
Moradores em suscetibilidade altahab. · Quanto maior, pior
- O que mede
- Estimativa de moradores em suscetibilidade alta (HAND).
- Fórmula
POP × inund / 100
- Como é calculado
- Multiplica-se a população pela fração do setor na classe alta.
- Variáveis e bases
- V0001; inund
- Fonte oficial
- Elaboração própria
- Como interpretar
- Estimativa com ocupação uniforme.
Área na cheia de 1974 (cenário)% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Parte do setor que ficaria abaixo do nível da cheia de 1974 do Rio Cuiabá.
- Fórmula
100 × A(setor ∩ mancha 1974) / A(setor)
- Como é calculado
- Converte-se a leitura da régua de Cuiabá em 1974 (10,85 m) em altitude: 139,36 + 10,85 = 150,21 m.
- Estende-se esse nível ao longo do rio seguindo a declividade da lâmina d’água, com ajuste de calibração de +2 m.
- Marca-se o terreno abaixo desse nível e ligado ao rio; mede-se a fração do setor.
- Variáveis e bases
- Cota da régua (ANA 66260001), modelo de terreno GLO-30
- Fonte oficial
- SUDEC-MT (cotas); ANA; Copernicus GLO-30
- Como interpretar
- Cenário histórico aplicado à cidade de hoje; desde 2000 a barragem de Manso reduz a frequência dessas cheias.
Moradores na cheia de 1974 (cenário)hab. · Quanto maior, pior
- O que mede
- Estimativa de moradores dentro da mancha de 1974.
- Fórmula
POP × c1974 / 100
- Como é calculado
- Multiplica-se a população pela fração do setor na mancha.
- Variáveis e bases
- V0001; c1974
- Fonte oficial
- Elaboração própria
- Como interpretar
- Estimativa.
Suscetibilidade alta · carta SGB% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Parte do setor na classe alta da carta oficial de suscetibilidade a inundação.
- Fórmula
100 × A(setor ∩ classe alta SGB) / A(setor)
- Como é calculado
- Os polígonos da carta (1:25.000) são convertidos para uma grade de 10 m.
- Conta-se a fração das células do setor na classe alta.
- Variáveis e bases
- Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundação
- Fonte oficial
- Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) – Cuiabá (fev. 2022), Várzea Grande (set. 2025) e Chapada dos Guimarães (dez. 2025)
- Como interpretar
- Referência oficial de suscetibilidade. Existe para Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães; os outros quatro municípios não têm carta publicada.
Moradores em suscet. alta (SGB)hab. · Quanto maior, pior
- O que mede
- Estimativa de moradores na classe alta da carta do SGB.
- Fórmula
POP × sgb_alta / 100
- Como é calculado
- Multiplica-se a população pela fração do setor na classe alta.
- Variáveis e bases
- V0001; sgb_alta
- Fonte oficial
- Elaboração própria; SGB
- Como interpretar
- Estimativa.
Área na cheia de 1974 (ANADEM)% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Parte do setor abaixo do nível da cheia de 1974, recalculada com terreno sem vegetação.
- Fórmula
100 × A(setor ∩ mancha 1974 ANADEM) / A(setor)
- Como é calculado
- Mesmo procedimento da cheia de 1974, mas com o modelo de terreno ANADEM (vegetação removida).
- Ajuste de calibração recalculado para reproduzir os bairros atingidos: +2,5 m.
- Variáveis e bases
- Cota da régua; MDT ANADEM 30 m
- Fonte oficial
- ANA/UFRGS (ANADEM); SUDEC-MT; ANA
- Como interpretar
- Versão refinada do cenário de 1974.
Moradores na cheia de 1974 (ANADEM)hab. · Quanto maior, pior
- O que mede
- Moradores estimados na mancha de 1974 (ANADEM).
- Fórmula
POP × a1974 / 100
- Como é calculado
- Multiplica-se a população pela fração do setor na mancha.
- Variáveis e bases
- V0001; a1974
- Fonte oficial
- Elaboração própria
- Como interpretar
- Estimativa.
Área abaixo da cota de alerta% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Parte do setor abaixo do nível da cota de alerta da Defesa Civil.
- Fórmula
100 × A(setor ∩ mancha 8,50 m) / A(setor)
- Como é calculado
- Converte-se a cota de alerta (8,50 m na régua) em altitude (147,86 m) e repete-se o procedimento da cheia de 1974.
- Variáveis e bases
- Cota de alerta; modelo GLO-30
- Fonte oficial
- SUDEC-MT; ANA; Copernicus
- Como interpretar
- Áreas que começam a alagar primeiro.
Cobertura vegetal% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Parte do setor com vegetação densa vista por satélite.
- Fórmula
100 × N(NDVI ≥ 0,45) / (N − Nágua)
- Como é calculado
- Calcula-se o NDVI em cada pixel da imagem Sentinel-2 (23/08/2026; a leste de 55,1° O, 17/08/2026): 10 m nas áreas urbanas, 40 m nos setores rurais extensos.
- Contam-se os pixels com NDVI de 0,45 ou mais (vegetação densa na estiagem).
- Divide-se pelo total de pixels do setor, fora da água, de nuvem e de sombra.
- Variáveis e bases
- Bandas B4 (vermelho) e B8 (infravermelho próximo)
- Fonte oficial
- Copernicus Sentinel-2 L2A (ESA)
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor. Inclui qualquer vegetação verde (nativa, jardins, quintais).
Vegetação por habitantem²/hab · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Quantos metros quadrados de vegetação existem no setor para cada morador.
- Fórmula
(Cobertura vegetal ÷ 100) × Área do setor (m²) ÷ Moradores
- Como é calculado
- Parte-se da cobertura vegetal do setor (pixels Sentinel-2 com NDVI ≥ 0,45).
- Multiplica-se a fração vegetada pela área do setor em m² para obter a área com vegetação.
- Divide-se pelo número de moradores do Censo 2022. Setores com menos de 50 moradores ficam sem valor para não gerar números artificiais.
- No município, soma-se a área vegetada de todos os setores e divide-se pela população total.
- Variáveis e bases
- Cobertura vegetal (%), área do setor (IBGE), moradores (Censo 2022)
- Fonte oficial
- Copernicus Sentinel-2 L2A (ESA) + IBGE, Censo 2022
- Como interpretar
- Quanto maior, melhor. Mede toda a vegetação vista por satélite (inclui quintais e terrenos), não só praças e parques públicos; por isso não se compara diretamente com índices de áreas verdes públicas.
Vegetação nativa (MapBiomas)% · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Quanto do setor é coberto por vegetação nativa.
- Fórmula
100 × Nnativa / (N − Nágua)
- Como é calculado
- Usa-se o mapa anual de cobertura da terra do MapBiomas (2023, pixels de 30 m).
- Contam-se os pixels do setor nas classes naturais: formação florestal, savânica, campestre, floresta alagável, campo alagado e restingas.
- Divide-se pelo total de pixels do setor, excluídos rios e lagos.
- Variáveis e bases
- Classes MapBiomas 3, 4, 5, 6, 11, 12, 49 e 50 (vegetação nativa); 31 e 33 (água)
- Fonte oficial
- MapBiomas – Coleção 9, ano 2023
- Como interpretar
- Quanto maior, mais vegetação nativa. Pastagem, lavoura, silvicultura e jardins urbanos não contam. Em setores urbanos pequenos o pixel de 30 m pode subestimar a arborização.
Vulnerabilidade à erosão hídricaíndice · Quanto maior, pior
- O que mede
- Suscetibilidade natural do terreno à perda de solo pela água da chuva.
- Fórmula
V = (G + R + S + Vg + C) / 5
- Como é calculado
- Cada tema recebe nota de 1 (estável) a 3 (vulnerável): G geologia, R relevo, S solo, Vg cobertura da terra, C clima (fixo em 2,0).
- Calcula-se V em cada célula de 30 m.
- O valor do setor é a média das células.
- Variáveis e bases
- Geologia, geomorfologia e pedologia 1:250.000; cobertura MapBiomas
- Fonte oficial
- IBGE – BDiA (geologia, geomorfologia, pedologia); MapBiomas 2023; método Crepani et al. (INPE, 2001)
- Como interpretar
- 1,0–1,3 estável; 1,4–1,7 moderadamente estável; 1,8–2,2 intermediário; 2,3–2,6 moderadamente vulnerável; 2,7–3,0 vulnerável.
Área moderadamente vulnerável ou vulnerável à erosão% · Quanto maior, pior
- O que mede
- Parte do setor moderadamente vulnerável ou vulnerável à erosão.
- Fórmula
100 × N(V ≥ 2,25) / N(V)
- Como é calculado
- Contam-se as células do setor com índice de erosão de 2,25 ou mais e divide-se pelo total de células com índice.
- Variáveis e bases
- Índice V de erosão
- Fonte oficial
- Elaboração própria (Crepani et al., 2001)
- Como interpretar
- Quanto maior, maior a necessidade de cuidados com cortes de terreno, drenagem e cobertura do solo.
NDVI médioíndice · Quanto maior, melhor
- O que mede
- Vigor médio da vegetação no setor.
- Fórmula
NDVI = (B8 − B4) / (B8 + B4)
- Como é calculado
- Calcula-se o índice em cada pixel (10 m nas áreas urbanas, 40 m nos setores rurais extensos).
- Faz-se a média dos pixels do setor, excluindo água, nuvem e sombra.
- Variáveis e bases
- B4 – vermelho (665 nm); B8 – infravermelho próximo (842 nm)
- Fonte oficial
- Copernicus Sentinel-2 L2A, 17 e 23/08/2026
- Como interpretar
- Vai de −1 a 1; acima de 0,45 indica vegetação densa; perto de 0, solo exposto ou superfície construída.
Temperatura de superfície°C · Quanto maior, pior
- O que mede
- Temperatura média da superfície do setor (telhados, asfalto, solo, vegetação).
- Fórmula
LST (°C) = ST_B10 × 0,00341802 + 149,0 − 273,15
- Como é calculado
- Usa-se o produto de temperatura de superfície do Landsat 9 (Coleção 2, Nível 2), banda ST_B10, de 13/08/2026 às 9h45 (horário de Mato Grosso); em 19 setores das bordas, imagens de datas vizinhas ajustadas a essa.
- Converte-se o valor digital em Kelvin (fator 0,00341802 e soma de 149,0) e em Celsius (−273,15).
- Faz-se a média dos pixels do setor (30 m nas áreas urbanas; amostra de 120 m nos setores rurais extensos).
- Variáveis e bases
- Banda ST_B10
- Fonte oficial
- USGS – Landsat 8 e 9 Collection 2 Level-2
- Como interpretar
- Não é a temperatura do ar. Serve para comparar setores na mesma data e hora.
Anomalia térmica°C · Quanto maior, pior
- O que mede
- Quanto o setor está mais quente ou mais frio que a média urbana.
- Fórmula
ΔT = LST do setor − 39,1 °C
- Como é calculado
- Calcula-se a média da temperatura de superfície de todos os setores urbanos de Cuiabá e Várzea Grande (39,1 °C).
- Subtrai-se essa média da temperatura do setor.
- Variáveis e bases
- LST do setor; média urbana
- Fonte oficial
- Elaboração própria; Landsat 9
- Como interpretar
- Positivo = ilha de calor relativa; negativo = setor mais fresco que a média.
Acesso a serviços
Distância à USF/UBSm · Quanto maior, pior
- O que mede
- Proximidade da unidade básica de saúde mais próxima.
- Fórmula
d = 2R · asin√[sin²(Δφ/2) + cos φ₁ · cos φ₂ · sin²(Δλ/2)]
- Como é calculado
- Toma-se o centro geométrico (centróide) do setor.
- Calcula-se a distância em linha reta (fórmula de Haversine, R = 6.371,0088 km) até cada USF/UBS do CNES.
- Fica a menor distância, arredondada a 10 m.
- Variáveis e bases
- Coordenadas do centróide e dos estabelecimentos
- Fonte oficial
- CNES/DATASUS (Ministério da Saúde)
- Como interpretar
- Linha reta, não caminho pelas ruas nem tempo de viagem.
Distância a UPA ou hospital SUSm · Quanto maior, pior
- O que mede
- Proximidade da UPA, pronto-socorro ou hospital SUS mais próximo.
- Fórmula
d = min Haversine(centróide, estabelecimento)
- Como é calculado
- Mesmo cálculo da distância à USF/UBS, com UPAs, prontos-socorros e hospitais que atendem SUS.
- Variáveis e bases
- Coordenadas CNES
- Fonte oficial
- CNES/DATASUS
- Como interpretar
- Linha reta.
Distância à escolam · Quanto maior, pior
- O que mede
- Proximidade da escola ou creche mais próxima.
- Fórmula
d = min Haversine(centróide, escola)
- Como é calculado
- Mesmo cálculo, com escolas e creches mapeadas.
- Variáveis e bases
- Coordenadas das escolas
- Fonte oficial
- OpenStreetMap (a ser substituído pelo Censo Escolar/INEP)
- Como interpretar
- Linha reta; a base colaborativa pode estar incompleta.
Distância a parque ou praçam · Quanto maior, pior
- O que mede
- Proximidade de parque, praça ou reserva.
- Fórmula
d = min Haversine(centróide, área verde pública)
- Como é calculado
- Mesmo cálculo, com parques, praças e reservas mapeados.
- Variáveis e bases
- Coordenadas das áreas verdes
- Fonte oficial
- OpenStreetMap
- Como interpretar
- Linha reta; a base colaborativa pode estar incompleta.
9. Saúde ambiental (DATASUS)
Objetivo. Medir o peso, na saúde dos moradores, das doenças ligadas ao saneamento inadequado, das doenças respiratórias e da dengue, por município e por ano (2023, 2024 e 2025), para leitura junto aos indicadores de saneamento e ambiente do Atlas (ODS 3, metas 3.3 e 3.9).
9.1 Extração dos dados. As tabulações foram feitas no TabNet do DATASUS em 01/10/2026:
- Internações: SIH/SUS, "Morbidade Hospitalar do SUS – por local de residência – Mato Grosso" (sih/cnv/nrmt.def). Linha = Município (ou Lista Morb CID-10, para os grupos de doenças); Coluna = Ano atendimento; Medida = Internações (AIH aprovadas). Períodos de processamento = jan/2022 a jul/2026, para incluir internações de 2023–2025 processadas com atraso. Seleções: municípios 510010 Acorizal; 510267 Campo Verde; 510300 Chapada dos Guimarães; 510340 Cuiabá; 510610 Nossa Senhora do Livramento; 510780 Santo Antônio de Leverger; 510840 Várzea Grande; itens da Lista de Morbidade CID-10 descritos abaixo. Recortes mensais: Linha = Ano/mês atendimento.
- Dengue: SINAN, "Dengue – notificações registradas – Mato Grosso" (sinannet/cnv/denguebmt.def). Linha = Município de residência; Coluna = Ano do 1º sintoma; Medida = Casos prováveis; arquivos 2022 a 2025.
- População: Censo Demográfico 2022 (IBGE), soma dos setores censitários de cada município (igual à tabela SIDRA 4714).
9.2 Fórmulas.
| Indicador | Fórmula | Variáveis |
|---|
| Taxa anual de internação | T(a) = I(a) ÷ P × 10.000 | I(a) = internações de moradores do município no ano de atendimento a; P = população residente do Censo 2022 (mesmo denominador para os três anos) |
| Taxa média 2023–2025 | T̄ = [(I2023 + I2024 + I2025) ÷ 3] ÷ P × 10.000 | média aritmética das contagens anuais |
| Incidência de dengue | D(a) = C(a) ÷ P × 100.000 | C(a) = casos prováveis (todas as notificações, exceto descartadas) com primeiro sintoma no ano a, por município de residência |
| Participação das DRSAI | %DRSAI = I_DRSAI ÷ I_total × 100 | I_total = todas as internações de moradores no SUS, qualquer causa |
| Variação 2023 → 2025 | Δ% = (T2025 − T2023) ÷ T2023 × 100 | sem valor quando T2023 = 0 |
| RMVRC | I_RMVRC = Σ I(município); P_RMVRC = Σ P(município) | a taxa da região é a razão das somas, não a média das taxas |
9.3 Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI). Classificação da Funasa (BRASIL, 2010), aplicada aos itens da Lista de Morbidade CID-10 do SIH. Entre parênteses, os códigos da CID-10 de cada item. A hepatite A fica de fora porque a lista do SIH a agrega às demais hepatites virais.
| Categoria | Itens da Lista de Morbidade (CID-10) |
|---|
| Feco-oral | Cólera (A00); Febres tifoide e paratifoide (A01); Shiguelose (A03); Amebíase (A06); Diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível (A09); Outras doenças infecciosas intestinais (A02, A04, A05, A07, A08) |
| Transmitidas por inseto vetor | Dengue clássico (A90); Febre hemorrágica da dengue (A91); Febre amarela (A95); Leishmanioses visceral, cutânea, cutâneo-mucosa e não especificada (B55); Malária, todas as formas (B50–B54); Tripanossomíase/doença de Chagas (B56–B57); Filariose (B74) |
| Transmitidas pelo contato com a água | Leptospirose icterohemorrágica, outras formas e não especificada (A27); Esquistossomose (B65) |
| Relacionadas com a higiene | Tracoma (A71); Conjuntivite e outros transtornos da conjuntiva (H10–H11); Micoses (B35–B49) |
| Geo-helmintos e teníases | Ancilostomíase (B76); Outras helmintíases (B68–B71, B75, B77–B83) |
9.4 Doenças respiratórias. Capítulo X da CID-10 (J00–J99). O recorte "pneumonia, asma e DPOC" soma pneumonia (J12–J18), asma (J45–J46) e bronquite, enfisema e outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas (J40–J44).
9.5 Comparação entre anos. Os três anos usam o mesmo denominador (Censo 2022). Por isso a variação reflete a mudança no número de casos, não na população. O total de internações no SUS de cada município é mostrado como referência: se uma taxa cresce no mesmo ritmo do total, o aumento pode refletir mais oferta de leitos ou de registro, e não mais doença. A sazonalidade é a soma mensal das internações dos sete municípios em cada ano.
9.6 Limitações. (a) Os dados públicos só identificam o município de residência, sem bairro ou setor; o cruzamento com os setores exige os microdados do SIH com CEP (SES-MT ou Lei de Acesso à Informação). (b) Só entram internações no SUS. (c) Municípios pequenos internam menos por terem menos leitos e encaminharem pacientes, então taxa baixa não é sinônimo de menos doença. (d) Com contagens pequenas, uma epidemia altera muito a taxa. (e) Com sete municípios não se faz inferência estatística; a leitura é descritiva.
10. Relação dos indicadores com os ODS
10.1 Associação indicador → ODS. Cada indicador foi associado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável e à meta que ajuda a monitorar, conforme a Agenda 2030 (ONU, 2015) e as metas nacionais adaptadas pelo IPEA (2018). Um indicador pode servir a mais de um ODS (por exemplo, coleta de lixo: ODS 1, meta 1.4, e ODS 11, meta 11.6). As associações estão na página ODS e no dicionário dos indicadores.
10.2 Valor municipal. Usa as mesmas regras de agregação do Atlas, aplicadas aos setores urbanos de cada município: média ponderada pelos domicílios nos indicadores de domicílio, pela população nos de pessoas, pela área nos de cobertura, e soma nos de moradores. Vegetação por habitante = soma da área vegetada ÷ soma da população. Indicadores de saúde: taxa média 2023–2025 do item 9.
10.3 Cor do painel. Os sete municípios são ordenados em cada indicador (posição r = 0 para o menor valor). Calcula-se q = r ÷ (n − 1), invertido quando "maior é melhor", e a classe = ⌊(1 − q) × 5⌋ (0 = pior, 4 = melhor). A cor compara os municípios entre si; não indica cumprimento de meta.
10.4 Metas numéricas. Só o saneamento tem meta legal com valor: 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31/12/2033 (Lei nº 14.026/2020, art. 11-B). O Censo informa a ligação à rede de esgoto, não o tratamento; o indicador do Atlas é, portanto, um limite superior para a meta.
11. Laboratório de Governança Territorial: Índice de Prioridade Territorial (IPT)
11.1 Objetivo. Ordenar territórios segundo a necessidade de ação pública para um objetivo de política escolhido. Não há um ranking único: cada objetivo (lente) usa seu próprio conjunto de indicadores, com pesos iguais e publicados. O IPT indica necessidade relativa, não juízo sobre o território nem previsão de resultado.
11.2 Normalização. Para cada indicador x, calculam-se os percentis 2 e 98 (P2 e P98) entre os setores com 50 ou mais moradores, e z = (x − P2) ÷ (P98 − P2), limitado ao intervalo 0–1. Quando um valor menor indica pior situação (↓ na tabela), usa-se 1 − z. Distâncias, renda e vegetação por habitante são normalizadas em logaritmo. O indicador de favela/comunidade urbana entra como 0 ou 1.
11.3 Fórmula. IPT = 100 × (Σ zᵢ) ÷ n, em que n é o número de indicadores da lente com valor no setor. O setor só recebe IPT se tiver ao menos 60% dos indicadores da lente e 50 ou mais moradores. Vegetação e temperatura por satélite cobrem os 7 municípios; a suscetibilidade a inundação, as áreas urbanas; a carta do SGB, Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães; a cheia de 1974, só a conurbação Cuiabá–Várzea Grande. Onde falta um desses indicadores, o IPT usa os demais, desde que restem 60% deles.
| Objetivo (lente) | Indicadores (↑ maior = mais prioridade; ↓ menor = mais prioridade) | ODS |
|---|
| Prioridade geral | IVSA ↑; Suscetibilidade alta a inundação ↑; Cobertura vegetal ↓; Temperatura de superfície ↑; Distância à USF/UBS (log) ↑ | ODS 1, ODS 3, ODS 10, ODS 11, ODS 13 |
| Saneamento | Esgoto na rede ↓; Esgoto precário ↑; Água da rede geral ↓; Lixo coletado ↓; Sem banheiro exclusivo ↑ | ODS 3, ODS 6, ODS 11 |
| Infraestrutura verde | Cobertura vegetal ↓; Vegetação por habitante (log) ↓; Arborização ↓; Temperatura de superfície ↑; Distância a parque ou praça (log) ↑ | ODS 11, ODS 13, ODS 15 |
| Saúde | Distância à USF/UBS (log) ↑; Distância a UPA ou hospital SUS (log) ↑; Esgoto na rede ↓; Água da rede geral ↓; Idosos 60+ ↑; Crianças 0–9 anos ↑ | ODS 3, ODS 6 |
| Habitação | Favela ou comunidade urbana (1 = setor com código de FCU, 0 = demais) ↑; Moradores por domicílio ↑; Sem banheiro exclusivo ↑; Via pavimentada ↓; Renda média do responsável (log) ↓ | ODS 1, ODS 11 |
| Drenagem | Bueiro / drenagem ↓; Via pavimentada ↓; Suscetibilidade alta a inundação ↑; Área na cheia de 1974 (ANADEM) ↑; Área em APP ↑ | ODS 6, ODS 11, ODS 13 |
| Mobilidade | Ponto de ônibus ↓; Calçada ↓; Via pavimentada ↓; Distância à escola (log) ↑; Distância a UPA ou hospital SUS (log) ↑ | ODS 11 |
| Redução de desigualdades | Renda média do responsável (log) ↓; Analfabetismo 15+ ↑; Pretos e pardos ↑; Favela ou comunidade urbana (1 = setor com código de FCU, 0 = demais) ↑ | ODS 1, ODS 4, ODS 10 |
| Adaptação climática | Temperatura de superfície ↑; Suscetibilidade alta a inundação ↑; Suscetibilidade alta · carta SGB ↑; Vulnerabilidade à erosão hídrica ↑; Cobertura vegetal ↓ | ODS 11, ODS 13, ODS 15 |
11.4 Sobreposição e dupla contagem. As lentes não somam índices prontos: a "Prioridade geral" usa o IVSA, e por isso não repete saneamento, renda ou analfabetismo, que já estão nele. Temperatura de superfície e anomalia térmica medem a mesma coisa (a anomalia é a temperatura menos uma constante), e só a temperatura entra na lente de adaptação climática.
11.5 Territórios. Bairro, microbacia ou município: IPT = média dos IPT dos setores ponderada pelos moradores. "Principais déficits" = indicadores da lente com nota média z ≥ 0,6 no território (ponderada pelos moradores).
11.6 Robustez. Sortearam-se 300 conjuntos de pesos aleatórios (distribuição de Dirichlet com parâmetro 1, semente fixa 20261001, portanto reprodutível). Para cada conjunto, recalcula-se a nota de todos os setores e marca-se quem fica entre os 20% de maior nota. Robustez do setor = fração dos 300 sorteios em que ele ficou nesse grupo; no território, média ponderada pelos moradores. Classes: robusta (≥ 80%), moderada (50% a 80%), sensível aos pesos (< 50%).
11.7 Diagnóstico territorial. Para cada indicador, o valor do território (agregado pelas regras do Atlas) é comparado com a distribuição dos setores da RMVRC: crítico = pior que o de pelo menos 80% dos setores; atenção = pior que 60% a 80%; adequado = melhor que pelo menos 80%. Empates não contam como pior. População afetada: moradores, domicílios (DPPO), crianças e idosos (porcentagem × moradores de cada setor), moradores em suscetibilidade alta e em APP (estimativas do Atlas). ODS relacionados: os associados aos indicadores em situação crítica ou de atenção.
11.8 Simulador de metas. Domicílios atendidos = Σ (cobertura do setor × domicílios); domicílios a atender = máx(0; meta × domicílios − atendidos), com meta de 90% (esgoto) ou 99% (água), conforme a Lei nº 14.026/2020. Os setores são ordenados pelo número de domicílios sem atendimento e somados até cobrir o déficit; o número resultante é o mínimo de setores que bastam. Moradores estimados = domicílios a atender × média de moradores por domicílio do território. O Censo mede a ligação à rede, não o tratamento, então o resultado é um limite inferior do esforço necessário.
11.9 Limites. O IPT é tão bom quanto os dados do Atlas (Censo 2022, camadas de 2023–2026). Ele não mede custo nem viabilidade das intervenções e não substitui o diagnóstico de campo e a participação dos moradores.
12. Série histórica dos Censos (1991–2022)
Série histórica municipal. População, domicílios particulares permanentes (ocupados), água da rede geral, esgoto em rede geral ou pluvial, lixo coletado e alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais, nos Censos de 1991, 2000, 2010 e 2022, por município, a partir das tabelas do SIDRA (lista das tabelas em 12.3). Indicador (%) = domicílios (ou pessoas) com a característica ÷ total × 100; para a RMVRC, soma das contagens dos sete municípios. Taxa média de crescimento ao ano = (valor final ÷ valor inicial) elevado a (1 ÷ número de anos), menos 1.
12.1 Indicadores e fórmulas da série histórica
- Taxa de urbanização = população urbana ÷ população residente × 100.
- Água da rede = domicílios abastecidos pela rede geral ÷ domicílios particulares permanentes × 100.
- Esgoto em rede = domicílios com banheiro ou sanitário ligado à rede geral de esgoto ou pluvial ÷ domicílios particulares permanentes × 100.
- Coleta de lixo = domicílios com lixo coletado (no domicílio ou em caçamba do serviço de limpeza) ÷ domicílios particulares permanentes × 100.
- Alfabetização = pessoas de 15 anos ou mais que sabem ler e escrever um bilhete simples ÷ pessoas de 15 anos ou mais × 100.
- Taxa média de crescimento ao ano = (valor no censo ÷ valor no censo anterior) elevado a (1 ÷ anos entre os censos), menos 1. Os intervalos são de 9, 10 e 12 anos.
- RMVRC = soma dos sete municípios: as porcentagens da região são calculadas sobre a soma das contagens, e não pela média das porcentagens.
- Domicílios particulares permanentes são os ocupados na data do censo; em 2022 o IBGE os chama de “domicílios particulares permanentes ocupados”.
12.2 O que muda de um censo para outro
- Esgoto, 1991. O questionário de 1991 separava a fossa séptica ligada à rede pluvial. Ela foi somada à rede geral para equivaler à categoria “rede geral de esgoto ou pluvial” de 2000 e 2010. Só com a rede geral, Cuiabá teria e Várzea Grande em 1991.
- Esgoto, 2010. O SIDRA só separa a rede geral da fossa séptica na tabela de Resultados Preliminares do Universo (tabela 3154). O total de domicílios dessa tabela é igual ao dos resultados definitivos (tabela 3218) nos sete municípios.
- Esgoto, 2022. A série usa só “rede geral ou pluvial”, para comparar com os censos anteriores. O IBGE passou a contar também a fossa séptica ligada à rede; com ela, o valor de 2022 sobe (ponto vazado no gráfico). O mapa por setor do Atlas usa o conceito de 2022, por isso Cuiabá aparece com no mapa e nesta série.
- Água, 2022. O censo de 2022 pergunta a forma principal de abastecimento. Domicílios ligados à rede que usam principalmente poço ficam fora da rede geral.
- Alfabetização, 1991 e 2000. Calculada a partir da tabela 204 (pessoas de 5 anos ou mais por alfabetização e idade), retirando as faixas de 5 a 14 anos. Em 2010 o mesmo cálculo usa a tabela 1379. Em 2022 a tabela 9542 já traz as pessoas de 15 anos ou mais.
- Limites municipais. Cada censo usa os limites vigentes na época. Mudanças de limite entre um censo e outro afetam a comparação da população e dos domicílios.
12.3 Tabelas do IBGE usadas
Fonte: IBGE, Censos Demográficos de 1991, 2000, 2010 e 2022, Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA), consultado pela API de agregados em . Cada número da tabela acima leva à tabela original no SIDRA, onde pode ser conferido.
13. Referências
Base cartográfica e dados — onde foram obtidos
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- Dengue – casos prováveis por município de residência (MT) — Ministério da Saúde – SVSA, SINAN (TabNet). Obtido em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinannet/cnv/denguebmt.def (ano do 1º sintoma, 2023–2025; consulta em 01/10/2026). Acesso em: 29 set.–1 out. 2026.
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- Malha de setores censitários 2022 (MT) — IBGE. Obtido em: https://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2022/Agregados_por_Setores_Censitarios/malha_com_atributos/setores/shp/UF/MT/MT_setores_CD2022.zip. Acesso em: 29 set.–1 out. 2026.
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